Você sabe o seu nível de inglês (ou de qualquer outro idioma)?

Algumas das perguntas recorrentes antes mesmo de iniciar um curso de língua estrangeira estão ligadas ao nível no idioma, exemplos:

  1. Em quanto tempo eu chegarei ao intermediário?
  2. Qual é o meu nível, “teacher”*?
  3. Que nível é bom para viajar sozinho(a)?
  4. Para entrar na universidade em país X, tenho que ter o nível B2. O que é isso, “teacher”?
  5. Para conseguir a cidadania no país X, tenho que ter o nível B1. O que é isso, “teacher”?

Você já passou por isso? Eu já! Como aluna e todos os dias como professora de idiomas.

É interessante lembrar que no Brasil, estamos acostumados(as) a nivelar os idiomas em: Básico, Intermediário e Avançado.

Uma maneira muito comum, mas nem sempre realista, de avaliar o nível em um idioma é  por meio das provas de gramática.

O conhecimento da gramática é muito bom e ajuda bastante o desenvolvimento de uma língua em nível mais aprofundado, mas não é a melhor ferramenta para avaliar as habilidades linguísticas de um(a) aluno(a).

Acontece que quando avançamos um pouco mais nos estudos de idiomas, descobrimos que há uma forma internacional padronizada para descrever as habilidades linguísticas.

Vamos ver qual é esse padrão?

Você conhece o Quadro Europeu de Referência para Línguas (CEFR).

Ele é o padrão que comentei acima. Esse padrão, internacionalmente reconhecido, é a ferramenta utilizada para descrever a proficiência em um determinado idioma europeu, por exemplo: português, inglês, espanhol, francês, italiano e outros.

É uma tentativa de descrever de maneira padronizada em qual nível um falante de língua estrangeira ou adicional está em um idioma. O que auxilia empresas e universidades na seleção de seus candidatos, uma vez que simplifica a avaliação linguística de seus processos seletivos.

O CEFR divide o processo de aprendizagem de idiomas em 3 níveis gerais: A, B e C.

E cada um desses três níveis possui uma subdivisão interna: A1 e A2, B1 e B2, C1 e C2.

Abaixo, descrevo cada um deles para vocês.

A = Básico

A1 (iniciante) – Compreende e usa expressões familiares e enunciados simples do dia a dia que contemplam necessidades concretas. O(a) aluno(a) desse nível é capaz de se apresentar e apresentar os outros bem como responder perguntas sobre aspectos pessoais, por exemplo, dizer onde mora e falar sobre as pessoas que conhece, bem como as coisas que possui. É importante lembrar que a comunicação neste nível é possível se o interlocutor falar lentamente e articulando bem os sons da língua e se demonstrar cooperação.

A2 (básico) – Compreende frases isoladas e expressões comuns do dia a dia relacionadas à prioridade imediata, por exemplo, informações pessoais e familiares, termos para efetuar compras, se localizar em uma região. Nesse nível, a comunicação acontece quando as frases e expressões são bem simples. Esse aprendiz pode descrever a sua área de atuação e formação de maneira simples.

B = Independente

B1 (intermediário) – Compreende perguntas e temas que são familiares quando a linguagem usada é clara e padrão. Alguns dos temas de compreensão são: assuntos sobre o dia a dia do trabalho, da escola, do lazer etc. Pode se expressar sobre assuntos de interesse pessoal e familiar.  O (a) aprendiz de idiomas nesse nível pode descrever experiências, eventos, sonhos, desejos e ambições. Além disso, ele(ela) é capaz de expor razões e justificativas de sua opinião ou um projeto.

B2 (usuário independente) – Compreende as ideias principais de textos complexos sobre assuntos concretos e abstratos, pode-se incluir nesse nível a compreensão de discussão técnica na sua área de especialidade. Esse(a) aprendiz pode se comunicar de maneira controlada e, às vezes, espontânea, com falantes nativos sem que haja tensão para nenhuma das partes. Ele(a) pode se exprimir de modo detalhado sobre uma ampla variedade de assuntos e desenvolver seu ponto de vista sobre certos temas da atualidade, apresentando as vantagens e desvantagens de variadas situações.

C – Proficiente

C1 (proficiência operativa eficaz) – Compreende uma ampla variedade de textos longos e complexos e é capaz de identificar os significados implícitos de cada texto. Também pode se exprimir de maneira fluente e espontânea sem precisar procurar muito as palavras. É capaz de usar a língua de maneira eficiente e flexível em interações sociais, acadêmicas e profissionais. Ele(a) pode se exprimir de maneira clara, estrutura e ordenada, demonstrando o domínio de ferramentas de organização, de articulação e de coesão do discurso falado e escrito.

C2 (domínio plenamente satisfatório) – Compreende, sem esforço, quase tudo o que lê e ouve. Pode resumir as informações de diversas fontes orais e escritas, reconstruindo argumentos e fatos de maneira organizada, clara e estrutura, fazendo uso dos elementos de coesão e coerência de maneira eficaz. É capaz de se exprimir de forma espontânea, fluente e com exatidão e utiliza expressão idiomáticas sem dificuldades. Esse(a) falante pode distinguir as nuances de significado em situação comunicativas altamente complexas.

E aí, já identificou o seu nível? Se é meu aluno (a) já sabe! Espero, hein 😉

*O termo “teacher” não é utilizado como tratamento em língua inglesa. A maneira mais comum é dizer: Mrs. Oliveira/Ms. Oliveira para mulheres e Mr. para homens; ou apenas chame pelo primeiro nome, Vanessa! 😉

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